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| Foto: Marielle Rojas |
"Tem coisas que não precisa explicar" escrevi no meu diário. Logo eu que sempre quis encontrar explicação para tudo...
Em seguida veio o "está ficando perigoso". E estava mesmo...
Eu sabia que não ia durar muito. Poderia colocar amor como já coloquei em outras historias, mas não nessa. Jurei que estávamos passando longe disso. Quando me perguntavam de você falava só do bem que você me fazia, que tinha amizade, uma parceria forte, uns porres de vez em quando e ponto. Mas segui alimentando, mesmo sabendo de mais coisas de você do que imagina (acho que é esse tal de faro jornalístico) e mesmo sabendo como isso ia acabar.
São poucas as pessoas que nos fazem esquecer do resto do mundo e que nos fazem morrer de rir nas poucas horas em que ficam juntas. Mas são poucas mesmo as pessoas que nos deixam ser nós mesmas ao lado delas. Nem sabia que podia existir gente assim depois de tanta repressão.
Mas eu não poderia perder aqueles instantes... Mesmo notando que a cada dia que passava perdíamos mais o controle, mesmo notando que era de você que eu andava lembrando quando colocava minha cabeça no travesseiro.
De todos as outras primaveras, você foi a que eu menos esperei. Foi até engraçado como tudo fluiu e floriu.
Dia desses me peguei olhando uma pétala daquela rosa e um desenho que eu fiz seu no meu diário. Acho que entendi. Depois de tanta repressão e cobranças você me deu a liberdade de volta. A liberdade que nós dois amamos. A liberdade que nos juntou por esse tempo.
Em meio a tantas coisas que você deixou, achei um restinho de amor perdido nas palavras que eu escrevi no diário. Até deu saudade, mas deixei pra lá. Uma vez feriram, e por isso eu não perco mais meu tempo com paixões. Acho que já carrego mágoas demais.
Ainda bem que as rosas não falam...





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